Vitórias reais

Como é bom viver uma prova – especialmente um Mundial – com vitórias reais, sem aquela conversa das vitórias morais, do “jogámos melhor, mas tivemos azar”. É provável que venha o dia em que ganhar não será suficiente, como acontece actualmente com o Brasil, obrigado a jogar bonito e a dar espectáculo. Agora ficam os ingleses com aquele típico mau perder: até culpam o Cristiano Ronaldo pela expulsão do Rooney, acusando o português de pressionar o árbitro. Mas tudo não passa de folclore para não discutir os verdadeiros problemas: a conduta anti-desportiva de Rooney e o fracasso da selecção inglês e de um seleccionador que, como diz o Guardian, mudou pouco na equipa por muito dinheiro.
P.S. Ainda estou para perceber como é que um guarda-redes que defende três penaltis num Mundial, e que durante os 120 minutos de jogo fez uma boa exibição, não é eleito o melhor em campo pela FIFA. É verdade que o Owen Hargreaves jogou bem, mas também é preciso destacar que cometeu cinco faltas (toda a equipa de Portugal cometeu dez no jogo com a Holanda) e só viu o amarelo por protestos. Além de que a única coisa de palpável que fez foi marcar um penalti ao Ricardo, o que, digamos, não tem sequer um terço do mérito de defender três penaltis.

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