O milagre de Nuremberga
Portugal venceu a Holanda com muito mais coração do que futebol, acima de tudo porque o árbitro e os ditames da FIFA não deixaram que duas das melhores selecções europeias se dedicassem ao que sabem: jogar futebol. Tudo começou no brutal pontapé dado a Cristiano Ronaldo, lance que desorientou a selecção portuguesa, afastando-a do controlo emocional e maturidade que tem evidenciado nos últimos anos. Acho curioso que o senhor Blatter venha agora dar um cartão amarelo a Valentin Ivanov, quando foi a própria FIFA a exigir mais rigor aos árbitros e dar-lhes indicações mais precisas sobre os lances que deseja ver penalizados. E se o senhor Ivanov tivesse seguido à risca as indicações da FIFA mais jogadores teriam sido expulsos.
O problema da FIFA é que há poucos árbitros que saibam realmente de futebol, isto é, que saibam distinguir uma entrada para magoar de uma entrada em que um jogador tenta jogar a bola. Neste Mundial fazer uma falta é quase significado de cartão. Não estou a, nem quero, defender o jogo violento, mas é preciso ter o bom-senso de permitir alguma intensidade, algum confronto, isto claro penalizando sempre quem entra para violentar o adversário.
Da exibição de Portugal – e além de desempenhos individuais brilhantes, como o de Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho e Maniche – nota-se que a selecção tem alma e sorte. E esta é sempre necessária a qualquer campeão. Temos uma certa vantagem psicológica sobre a Inglaterra, uma selecção perigosa que joga à Mourinho. É mais um jogo, é mais uma final.
O problema da FIFA é que há poucos árbitros que saibam realmente de futebol, isto é, que saibam distinguir uma entrada para magoar de uma entrada em que um jogador tenta jogar a bola. Neste Mundial fazer uma falta é quase significado de cartão. Não estou a, nem quero, defender o jogo violento, mas é preciso ter o bom-senso de permitir alguma intensidade, algum confronto, isto claro penalizando sempre quem entra para violentar o adversário.
Da exibição de Portugal – e além de desempenhos individuais brilhantes, como o de Ricardo, Miguel, Ricardo Carvalho e Maniche – nota-se que a selecção tem alma e sorte. E esta é sempre necessária a qualquer campeão. Temos uma certa vantagem psicológica sobre a Inglaterra, uma selecção perigosa que joga à Mourinho. É mais um jogo, é mais uma final.

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